Reflexão Convite

Se você já não se preocupa em provar a existência do espírito, ou seja, materializá-lo, mas está sim, é comprometido em espiritualizar a matéria, ou seja, humanizá-la, Criarterrapia será fonte inspiradora de uma profunda consciência de transformação em sua humanidade.

NÃO BASTA NASCER HUMANO É PRECISO SE HUMANIZAR

Momentos Iniciais do Projeto Criarterrapia


CSBM/95 - TEATRO DE ARENA/96 - CASA DE LARANJEIRAS/97 - SPRINK/97 - CENPES/98 -

CASA DE CAMPO GRANDE/98


A Inspiração Criadora

E tudo começou com uma bolinha!

Foi desenvolvendo treinamentos de criatividade e propondo aos participantes fazerem uma bolinha de argila, como exercício de centramento, que tudo começou.

Pelo menos era assim que eu pensava.

Mas agora, enquanto procuro as palavras para apresentar o Criarterrapia, me dou conta de que tudo começou com uma bolinha, só que não esta que ora proponho e chamo de Lila, mas, sim, todas aquelas de areia que quando garoto, na praia, cuidadosamente eu fazia.

Quem sabe, naquele momento, processando minha individuação, quem sabe simplesmente no vazio criando ou, quem sabe, apenas brincando!

De qualquer maneira, não é menos verdade que foi nos treinamentos de criatividade que originou-se a inspiração maior, Criarterrapia - Criar é a terapia da Terra.

No início, era apenas uma série de exercícios e vivências que estimulavam uma maior compreensão dos participantes sobre si mesmos e seus cenários de vida, identificando forças inibidoras e impulsionadoras de um viver original.

Neste momento Meditação & Criatividade se encontraram: na meditação, a consciência profunda, a não mente e o experienciar livre de intermediações; na criatividade, o risco maior de se diferenciar, o intuir e o livre associar como pontos de partida de um agir original.

Aos poucos criatividade ocupou o lugar de contraponto da destrutividade, como princípio primordial da existência, como eterno processo de transformação, desfechando-se como atitude essencial de vida, onde o criar se confunde com o ser.

A verdadeira transformação humana ocorre pela consciência e vontade de um ser autônomo, criador e responsável pelo seu próprio gesto e caminho.

Foi com este pensar que se incorporou ao Criarterrapia a visão de Ecologia Humana & Qualidade de Vida, que se integram dentro da idéia de valorização e preservação da Natureza Humana, Ambiental e Universal, harmonizadas pelo profundo respeito mútuo.

Em especial no humano, esta idéia se caracteriza pela prática estimuladora do convívio harmônico das diferenças individuais. Ser criativo, dentro da máxima:

“Só quando vivermos plenamente as nossas diferenças é que seremos todos verdadeiramente iguais”.

A Grande Síntese

CRIAR É A TERAPIA DA TERRA

No criar... a originalidade
Na arte... a ousadia
Na terra... a vida
Na terapia... um caminho

A OUSADIA DE CAMINHAR NA VIDA ORIGINALMENTE


Espaço Criarterrapia

Espaço Criarterrapia
Meditação & Criatividade

Os Primeiros Fragmentos de Reflexões

A Reflexão Primeira

O criador cria a criatura
a partir de si mesmo;
a partir de si mesma, ao criar,
a criatura recria o criador;
ao recriar o criador
a criatura recria a si mesma.


As Três Trilogias Essenciais

É com sabedoria no pensar,
que se processa o conhecimento necessário

à maturidade acolhedora do ser humano:
humilde, natural e simples.


É com serenidade no sentir
que se processa a atitude necessária

à maturidade acolhedora do ser humano:
imperfeito, impermanente e diverso.

É com coragem no agir,
que se processa a habilidade necessária
à maturidade acolhedora do ser humano:
equilibrado, interdependente e original.



As Quatro Reflexões Sementes

É através da arte, da ciência e da religião,
que tentamos preencher o vazio
da indagação primeira... a origem.

É do introjetar da nossa imagem,
refletida pelos outros,
que formamos a idéia chamada... eu.


É da eterna paixão
de buscar encontrar o outro ideal,
que nos desencontramos da realidade

do... si mesmo.

É no arriscar viver dos sonhos,
genuíno anseio da alma,
que a criatura brinca de criar

e ser... criador.


Os Sete Passos Da Elaboração

É observando a si mesmo que se identifica a verdadeira prisão.

É refletindo o passado que se percebe a compulsiva repetição.

É analisando o viver que se compreende a necessidade primeira.

É desidealisando o eu que se descobre a realidade oculta.

É criticando o estabelecido que se resgata a própria originalidade.

É re-significando a origem que se liberta a gratidão pela vida.

É recriando a criação que se transforma a nossa humanidade.





Lila - Trilogia Existencial de Um Homem
Pensar - Sentir - Agir
Jorge Studart



Trajetória Sonora de Um Homem


É um conjunto de sete músicas que emergiram da intimidade vivencial de um homem que, em função de um projeto de sua vida se dispõe a compartilhá-las, com a intenção de estimular e inspirar a "alma" de outros não músicos, a também criarem o que poderíamos chamar de músicas espontâneas ou ingênuas.

..."Há quem diga que a música é a linguagem da alma"...

Naturalmente inspiradas em momentos de profunda introspecção, estas músicas foram criadas inicialmente em flauta doce, a primeira aos 16 anos e a última aos 44 anos. Refletem as emoções contidas nas vivências de momentos marcantes da vida como: encontros e desencontros amorosos, nascimento dos filhos, separação e perda paterna, reencontro e renascimento pessoal.

As músicas foram ordenadas atendendo a uma concepção de sete movimentos, associados a um processo de transformação e analogamente relacionados a trajetória existencial da água que, além de nos remeter a nossa "origem", tão bem retrata a visão cíclica e evolutiva da vida.

Acolhendo esta concepção e imagem, os arranjos foram criados dentro de uma proposta intimista e dialogada entre dois instrumentos, respeitando fielmente a harmonia rítmica e emocional das composições.

Na última música este diálogo se deu entre instrumento e voz humana, através de um coral, além de uma introdução de caráter místico ambiental, criada de improviso quando da gravação do cd, chamada de "espírito da floresta".

Para melhor caracterizar e induzir a idéia de ciclo e fluidez, a trajetoria sonora foi repetida três vezes e as músicas interligadas com o som da água corrente.

Trajetória Existencial da Água

nascente-corrego-rio-mar-nuvens-chuva-renascente


Jorge Studart



Conheça também o nosso Atelier Um

Conheça também o nosso Atelier Um
Daniela Wiemer & Jorge Studart

Pensamentos & Palavras

Em verdade
não nos falta conhecimento para sermos felizes;
o que nos falta mesmo
é coragem para abrirmos mão do que nos faz infelizes.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010



Ao verdadeiro
Fernão Capelo Gaivota
que vive em cada um de nós


"(...) Fernão Capelo Gaivota! É chamado ao centro! As palavras do Mais Velho foram pronunciadas no tom mais solene. Ser chamado ao centro só podia significar grande vergonha ou grande honra.Fernão Gaivota, disse o Mais Velho - é chamado ao centro por vergonha aos olhos das gaivotas suas semelhantes! - ...pela sua irresponsabilidade - entoava a voz solene - por violar a dignidade e a tradição da família das gaivotas...Irresponsabilidade? Meus irmãos! Quem é mais responsável do que uma gaivota que descobre e desenvolve um significado, um propósito mais elevado na vida? Se todos nós formos alienados seguindo os Mais Velhos, sob uma capa de “conhecimento acadêmico” limitadíssimo e fragmentado pela própria limitação da mente o mundo desconheceria a intuição e a emotividade. Dêem-me uma oportunidade, deixem-me mostrar-lhes o que descobri. Essa atitude cética de ver a vida não consegue dar uma perspectiva mais clara do mundo humano e não consegue porque usam sua rotina prática para distrair-se, para restringir a vida apenas às suas condições práticas. E fazem isso para evitar a lembrança de como se sentem inseguras em relação ao motivo de estarmos vivos e o que está por trás da vida biológica neste planeta. Por que estamos aqui na verdade?(...) Fernão Gaivota passou o resto dos seus dias sozinho, mas voou muito além dos Penhascos Longínquos. A solidão não o entristecia. Entristecia-o que as outras gaivotas se tivessem recusado a acreditar na glória do vôo que as esperava. Recusavam-se a abrir os olhos e a ver.(...) Quase todos nós percorremos um grande caminho. Fomos de um mundo para outro, que era praticamente igual ao primeiro, esquecendo logo de onde viéramos, não nos preocupando para onde íamos, vivendo o momento presente. Tem alguma idéia de por quantas vidas tivemos que passar até chegarmos a ter a primeira intuição de que há na vida algo mais do que lutar, ou ter uma posição importante dentro do bando? Mil vidas, Fernão, dez mil! E depois, mais cem vidas até começarmos a aprender que há uma coisa chamada perfeição, e ainda outras cem vidas para nos convencermos de que o nosso objetivo na vida é encontrar essa perfeição e levá-la ao extremo. A mesma regra mantém-se para os que aqui estão agora, é claro: escolhemos o nosso próximo mundo através daquilo que aprendermos neste.(...) - Fernão, você foi banido uma vez. O que é que o leva a pensar que alguma das gaivotas do seu tempo o ouviria agora? As gaivotas que você deixou estão no solo, gritando e lutando umas com as outras. Estão a mil e quinhentos quilômetros do paraíso, e você diz que lhes quer mostrar o paraíso, de onde estão! Fernão, elas nem vêem a própria ponta das asas! Fique aqui ajudando as novas gaivotas, essas que estão suficientemente cultivadas para compreenderem o que você lhes tem a dizer. - Não compreendo como você consegue amar um punhado de pássaros que acabam de tentar matá-lo.- Oh ! Chico! Não é isso que você ama! Você não ama o ódio e o inferno, é claro. Você tem que treinar até ver a verdadeira gaivota, o que há de bom em cada uma delas, e ajudá-las a ver isso nelas próprias. Para mim, o amor é isso. Quando você conseguir compreender e por isso em prática, até achará divertido.- Pobre Chico! Não creia no que os seus olhos lhe dizem. Tudo que mostram é limitação. Olhe com o entendimento, olhe além dos sentidos, do intelecto e da mente. Olhe além do corpo físico e descubra o que você já sabe intuitivamente, e então, verá como voar. O brilho extinguiu-se. Fernão Gaivota desapareceu no ar."

Bach, Richard. FERNÃO CAPELO GAIVOTA. Nórdica

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